Por
quê prevenir?
Muitos
modelos tem sido propostos aos educadores visando contribuir
para que as ações educativas possam ampliar o alcance, penetração
e influencia na superação de problemas sociais emergenciais.
Esse investimento, por parte dos cientistas e estudiosos
dos temas psicossociais, tem sido cada vez mais intensificado
dado à descoberta da crescente importância da educação para
a formação da consciência pessoal e coletiva, paralelamente
as transformações ocorridas nas relações familiares, mas
também, e principalmente pela imperiosa necessidade de mudança
de paradigma político e econômico, ditado por um Estado
que para se firmar como nação precisa de desenvolvimento
tecnológico, agilidade de processamento informacional e
produção de conhecimento, necessidades atendidas à medida
que se desenvolvem, qualificam, profissionalizam e conscientizam
os sujeitos sociais.
Mesmo com toda essa premência, vários desses modelos tem
falhado, pois intencionados a contribuir, tem deixado de
lado algumas premissas fundamentais, que puderam ser auferidas
em uma extensa pesquisa cientifica realizada por MOURA (2004).
São elas:
A contextualização das ações educativas de promoção de saúde,
prevenção de riscos e redução de danos, possíveis e necessárias
para cada unidade escolar, respeitando suas particularidades.
A expressão, reflexão e a contribuição dos principais atores
envolvidos nessa construção: equipe de educadores, pais
e alunos.
A informação e fundamentação cientifica necessária para
uma atuação alinhada aos princípios mais atualizados em
relação aos temas abordados alem de segurança profissional
ao educador.
A parceria com os profissionais especialistas no desenvolvimento
de ações interdisciplinares que favoreçam educação, saúde
e prevenção.
A retaguarda de profissionais especialistas para dirimir
duvidas em relação a questões emergentes no cotidiano das
ações educativas visando à promoção de saúde, prevenção
de riscos e redução de danos.
Apoio da rede de atenção primaria e secundaria para atendimento
de alunos que necessitem de tratamento.
O desenvolvimento de uma rede permanente de discussão e
troca de experiências entre as escolas.
Avaliação e sistematização de resultados.
Permanência e continuidade das ações educativas de promoção
de saúde, prevenção de riscos e redução de danos, durante
toda a escolarização.
Na mesma direção apontam os dados das recentes pesquisas
publicadas pela UNESCO-Brasil (2003-2004), e outros órgãos
de outorga como o CEBRID – Centro Brasileiro de Informações
sobre Drogas, e os mais recentes estudos do Grupo de Pesquisa
do Programa de pós-graduação em Psicologia da Educação da
PUCSP.
Buscando um avanço em relação ao que verificam as pesquisas
procuramos desenvolver um programa de capacitação visando
contemplar cada uma dessas premissas.
VII
– Referência Bibliográfica:
AQUINO, J. G. Do Cotidiano Escolar: ensaios sobre a ética
e seus avessos. São Paulo: Summus, 2000.
AQUINO, J. G. Drogas na escola: alternativas teóricas e
praticas. São Paulo: Summus, 1998.
BUCHER, R. Drogas e Drogadição no Brasil. Porto Alegre:
Artes Medicas, 1992.
CASTRO, M. G., ABRAMOVAY M. Drogas nas Escolas. Brasília:
UNESCO Brasil, 2002.
CEBRID. Comparações do uso na vida, no ano e suo no mês
do conjunto das 107 maiores cidades do Brasil. Disponível
em: http://www.cebrid.epm.br acesso em: 11/03/2003.
COTRIM, B. H. R. S. C. Drogas na Escola: prevenção, tolerância,
e pluralidade. In AQUINO, J. G. (org.) Drogas na Escola:
alternativas e praticas. São Paulo: Summus, 1998. p. 19-30.
GATTI, B. A. Formação de Professores e Careira: Problemas
e Movimentos de Renovação. Campinas-SP: Autores Associados,
1997. 119p. (Coleção Formação de Professores).